COZALINDA Pedras Do Itaguaçu - Lambioca 2019/2020 - Barrel Aged Wild Ale com Mandioca

CÓDIGO: 620

Especificação: Garrafa de 375ml
Detalhes: 5,7% ABV - 09 IBU

Descrição: 
A história: O nome dessa cerveja vem de uma antiga lenda de Floripa, descrita na obra de Franklin Cacaes. Em uma determinada noite, as bruxas da região resolveram dar uma festa, convidaram suas colegas de diferentes partes de Florianópolis. De acordo com os nativos, não convidaram apenas as bruxas, mas todos os monstros que sempre atormentaram os habitantes locais. Lobisomem e a mula sem cabeça estavam por lá. Mas com uma ausência sentida: o Diabo. Dizem as más línguas, que não fora convidado por cheirar mal. Cheirar enxofre. Não acabou bem. Na noite da festa, uma linda noite de lua cheia azulada que iluminava a Baía Sul, o Diabo apareceu de surpresa. Bufando, gritou com todos e os amaldiçoou. Pelo não convite, transformou todos e todas em pedras. Pedras que até hoje se encontram no mesmo lugar, de onde em noites de lua cheia, se ouvem sussurros, gritos abafados e risadas escabrosas das bruxas e de todos os monstros ali aprisionados. Essas pedras são as famosas “Pedras do Itaguaçu”, na Praia das Palmeiras, hoje bairro do Itaguaçu no continente de Florianópolis. E vejam, praia vizinha de onde ocorreu o nascimento da Cozalinda: a Praia do Meio, em Coqueiros.
 
A cerveja: A Pedras Do Itaguaçu – Lambioca – 2019/2020 é também uma festa das bruxas: de diversas leveduras Brettanomyces Bruxellensis e de outros monstrinhos, como bactérias e outros microorganismos que possam aparecer. Nesta cerveja específica, a intenção da Cozalinda é descobrir ano a ano o que a selvageria belga, somada a selvageria brasileira produziria em temperaturas de Floripa. Mas diferente do Diabo, eles aprisionaram essa festa das bruxas em garrafas que agora estão sendo lançadas. O resultado desta festança são cervejas que trazem um toque de rusticidade que lembra as Gueuzes e Lambics belgas, mas com um resultado muito mais tropical. Turva, dourada, de corpo baixo, seca, carbonatação de média a alta, rica e complexa, mas extremamente balanceada, diferentes tipos de acidez aparecendo de forma muito bem encaixada. O funk e diferentes notas rústicas, tão comum nas espontâneas belgas, aparecem em sintonia com uma acidez tropical que lembra muito abacaxi e outras frutas cítricas amarelas e brancas. Complexidade associada a uma excelente drinkabilidade, com retrogosto refrescante, mas que não deixa sumir a complexidade. Uma cerveja para desgustar com calma ou tomar despreocupadamente na beira do mar. Mas lembramos: NÃO é uma Lambic! A Cozalinda denominou as cervejas derivadas desta técnica de Lambioca, o que significa que, eles produziram uma Wild Ale utilizando mandioca na receita (em forma de tapioca) e microorganismos selvagens locais e Belgas.
Para a safra 2019/2020, o mosto foi produzido em outubro de 2018, refermentou em barricas de carvalho francês por quase 14 meses (de outubro de 2018 até o meio de dezembro de 2019). Foi envasada em dezembro de 2019, refermentou em garrafa até o fim de setembro de 2020. Tudo ocorrendo em temperatura ambiente, proporcionando uma personalidade única e que a cada ano se modifica, retratando o que as variações de temperatura do período na Grande Floripa podem influenciar no trabalho dos microorganismos. Nesta edição, no blend executado, foram utilizados dois barris, o #12 e o #10.

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